quarta-feira, dezembro 16, 2009



Don't let me go, don't let me go, we're falling apart...




Incrível como certas atitudes me deixam indignado, irritado, fora de mim. Odeio atitudes infantis, mas parece que eu atraio esse tipo de gente. E sabe o que é pior? Eu dou mais de uma chance se realmente acho que vale a pena, só que geralmente não vale. A coisa é sempre a mesma, mas eu insisto. E aí, quando eu sou frio (e olha que isso nem é difícil), as pessoas acham ruim. Que se foda também. Não sou eu o maior prejudicado.


Revolta a parte... vamos a outro assunto. Estou surtando em casa. Tinha esquecido como certas coisas aquiu em casa me irritam... não, eu não tenho grandes problemas em casa, é só que certas atitudes e cobranças desnecessárias e sem fundamento realmente me incomodam. Eu ignoro e passo 90% do tempo no quarto, mas isso não adianta. Não suporto ficar parado, mas prometi que daria esse mês pra mim mesmo. Não vejo a hora da viagem chegar e quando eu voltar, fazer tudo que está planejado. Ano que vem será melhor, ao menos vou me dedicar ao que realmente interessa: meu futuro.


Mas confesso que esses dias não estão tão insuportáveis, saí com amigos boa parte deles, coisa que não fazia há muito tempo. Não só isso, fiz novas amizades maravilhosas (pois é... estou sociável, quem diria!) e conheci pessoas realmente especiais, um garotinho em específico que adora me irritar, e irrita, mas que tem sido parte essencial desses dias. Muita calma, logo logo estaremos mais perto, ainda que por pouco tempo.


Há tempos que não escrevo aqui e decidi retornar, pra um desabafo, uma desempoeirada, enfim, dar uma vida nisso aqui. Tinha me esquecido o quanto gosto de escrever, me expressar, mesmo que não seja algo relacionado a minha vida profissional. Acho até que eu tinha esquecido que eu tenho uma vida sentimental. hsuashuahsa É engraçado, mas é bem verdade. Por vezes eu esqueço que tenho sentimentos e as pessoas notam isso. Meus amigos principalmente. O mais estranho é que não me preocupo com isso, é meu jeito. Sempre fui assim... ok, não sempre, mas boa parte da minha vida sim e não mudarei. Eu sei demonstrar algum carinho quando acho que vale a pena, mas o problema é que cada vez acho que vale menos a pena... veremos, deixe as festas passaram, a viagem passar, um novo ano começar, uma nova vida, uma nova luta e novos desafios. Ao menos sei o que quero e sei do que gosto, de uma vida agitada... e me matem, mas eu adoro ser o centro das atenções, ser popular, estar rodeado de pessoas que me conhecem, independente de serem todos meus amigos ou não. Adoro ser elogiado e admirado. Adoro estar no meio dos meus semelhantes, passar horas com eles, rir, me divertir, conhecer mais pessoas. Querendo ou não, sou assim e essas coisas me fazem sentir vivo. Amizades, pessoas, reconhecimento, admiração. Acho que não viveria sem isso ou então não seria eu. Hoje não falarei de arrependimentos, até porque não sei se tenho realmente algum desse ano, talvez apenas um sentimento de que podia ter feito um pouco diferente, ou não... enfim!



~*~

Ele olhou pela janela, a noite cobria o céu, as estrelas brilhavam timidamente, cada qual em seu lugar, a lua, porém era, como de costume a mais brilhante e bela. Incrível, mas o garoto não notava nada disso, em sua mente várias imagens do que foi, do que podia ter sido. No peito, um vazio. Nas mãos, o tremor. No rosto, as lágrimas. Nos olhos, a tristeza. O corpo seminu já branco, parecia ainda mais pálida à luz da lua. Corpo o quão nunca devia ter sido tocado. Ao menos era assim que pensava... Não havia um ser que fosse digno, até aquele momento, de tê-lo tocado. Nem mesmo seus mais próximos. Era uma aversão, uma repulsa que o consumia. Todos lhe pareciam sujos, nojentos, malditos. Era tudo que tinha em mente. Era tudo que havia aprendido até então... O corpo deslizou para a janela e num movimento súbito só se via aquele corpo se distanciando da janela para baixo... não tão lentamente, a adrenalina, o coração disparado o som ensurdecedor da noite se distanciando, o chão cada vez mais próximo e as sensações aumentando... Ele abriu os olhos, deu as costas pra janela e deitou-se em sua cama. Parecera tão real, mas era um alívio estar ali, seguro de todos, de si.

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